13.2.11

Na vida...

Eu vou escalar uma montanha de nuvens,

Vou dormir em árvores de vento,

Vou tocar numa guitarra de folhas,

Vou dançar num lago de gelo,

Vou nadar com os pássaros

E voar com os peixes,

Vou rir com lágrimas

E chorar com sorrisos,

Vou correr no sentido do horizonte,

Vou mergulhar num mar de sonho,

Que desagua num rio de alegria.

E quando cair duma cascata de tempestade,

Vou sorrir!

Quando ficar presa em areia movediça,

Alguém me ajudará!

Quando sentir que não tenho ninguém,

Vou descobrir que tenho!

Quando perder o perfume de flores,

Vou sonhar!

Quando sentir o mundo a fugir,

Vou alcança-lo!

Quando tudo acontecer,

Vou fingir que nada se passa!

Quando uma bomba arrebentar em mim,

Vou encher o espaço que ela deixou!

Quando os meus sonhos forem presos,

Vou liberta-los!

Quando cair no abismo,

Vou levantar-me!

Quando estiver sozinha,

Vou procurar alguém!

Quando o meu coração partir,

Vou cola-lo!

Quando precisar de um abraço,

Vou dá-lo!

Quando me sentir pequena,

Vou crescer!

Quando errar,

Vou pedir perdão!

Quando não vir o horizonte,

Vou senti-lo!

Quando não vir um bom caminho,

Irei procurar um outro com o mesmo destino!

Quando não souber Amar,

Vou aprender!

Quando não souber por onde ir,

Vou partir!

Quando não conseguir algo,

Não vou desistir!

E no fim de tudo isso,

No meu dicionário só vai haver uma palavra

A palavra: Amigo!

7.11.10

Viver...

A alegria de viver é a loucura de saltar!



Dias...


Há dias tristes em que temos de ser felizes!


Nós somos uma noz?

Uma noz
Perdida na calçada
Desprezada, rejeitada
Seria uma noz?
Ou seriamos nós?
Nós rejeitados por grupos, por pessoas
Nós tentando sermos nós
Sem nos conhecermos
Nós sem darmos importância à amizade
Nós perdidos no dinheiro e na beleza
Nós cegos com os que nos rodeiam
Nós magoados e torturados por nós
Nós  sem pensarmos 
No que é realmente importante
Nós seremos uma nóz?
Ou piores?

Catarina Barbosa

23.8.10

Lágrima

Uma simples criança chorando
Suas lágrimas escorregavam
Pela carinha de sofrimento
Aquela criança escondida
No meu da guerra
Não há fim dela
Já não tem pais
Já não tem nada
Tudo perdeu na guerra
Na guerra perdida
Até a esperança acabou,
A pomba branca morreu 
E a criança chorou...

Catarina Barbosa